PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP

Qualis CAPES B1

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DOI: http://dx.doi.org.10.18468/pracs.

A PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP (ISSN 1984-4352) tem por objetivo a divulgação da produção científica regional, nacional e internacional na área de humanidades diante dos seus debates interdisciplinares e plurais, com atenção especial às discussões do âmbito das Ciências Sociais, Geografia, História, Ecologia Política e Metodologia das Ciências Humanas. Está aberta, portanto, para colaborações do Brasil e do exterior. Os procedimentos de análise e apreciação dos artigos pelos pareceristas são realizados com o anonimato dos autores dos respectivos trabalhos e pareceristas (avaliação cega). O prazo de recebimento das contribuições de artigos é com fluxo contínuo. Está indexada em diversas bases de dados nacionais e internacionais. A PRACS recebe artigos de pesquisadores contemplando os diferentes acúmulos de experiência, desde doutores, doutorandos e mestrandos, incluindo discentes de graduação e especialização - estes últimos preferencialmente em coautoria com seus orientadores. A revista Pracs valoriza a publicação de artigos originais de pesquisas, bem como ensaios teóricos e revisões de literatua; outrossim, publica também resenhas como forma de divulgação de obras e publica entrevistas com pesquisadores e lideranças comunitárias ou sociais.


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Notícias

 

Convocatória para Dossiê: Cidades nas(das) Fronteiras, Fronteiras nas(das) Cidades: Cultura, modos de vidas e pluralidades urbanas

 

CONVOCATÓRIA PARA DOSSIÊ: 

CIDADES NAS (DAS) FRONTEIRAS, FRONTEIRAS NAS(DAS) CIDADES:

CULTURA, MODOS DE VIDAS E PLURALIDADES URBANAS

 

Organizadores

Ana Cecilia Salazar Vintimilla -  Universidad de Cuenca (Equador)

Jesus Marmanillo Pereira - Universidade Federal do Maranhão (Brasil)

Paola Verri de Santana – Universidade Federal do Amazonas (Brasil)

Luciano Magnus de Araújo -Universidade Federal do Amapá (Brasil)

 

Sendo um país continental, a compreensão heterogênea das lógicas urbanas tem se constituído como um grande desafio para os estudos urbanos no Brasil. Os mais diversos processos de “colonização” e “integração” geraram uma variedade de cidades, visões e compreensões a respeito do viver urbano, configurando, assim, um rico campo de pesquisa nas regiões norte e oeste do pais. 

Acreditando que tais cenários possibilitem o exercício de reflexão e contextualização sobre os modelos analíticos (clássicos e contemporâneos) da Sociologia, Geografia, Antropologia, História, arquitetura, urbanismo e áreas afins; e que sirvam de base para problematização de conceitos, métodos e para o desenvolvimento de diálogos interdisciplinares, o presente dossiê tem como objetivo o debate em torno das cidades nas fronteiras, e as fronteiras na cidade. Isso significa pensar a noção de fronteira, não como algo estático e substantivo, mas como construção social em deslocamento - no tempo e espaço - que marca diferentes formas de ocupação, relação com a natureza, com significado cultural.

Por esse viés, espera-se suscitar a discussão em torno das questões identitárias, especialmente, nas cidades amazônicas, dos interiores e do oeste brasileiro, refletindo sobre as fronteiras geográficas, de compreensão histórica e sociais que condicionam as realidades analisadas - dentro e fora das cidades. Assim, acredita-se que seja importante um debate em torno da ruptura com os binarismos analíticos, e desenvolvimento de uma agenda de pesquisa focada na complexidade das urbes em contextos diversos. Mais que reificar visões e tensões entre subjetividades, objetividades, homogeneidade, heterogeneidades, local, nacional e global, busca-se pensar tais cidades a partir da relação entre o “eu”, o “outro” e a constituição de paisagens urbanas que emergem como teias complexas que envolvem essas possibilidades e variedades humanas.

Busca-se, portanto, pesquisas que demonstrem aproximações e afastamentos epistemológicos com o estado da arte da pesquisa urbana nacional. Objetiva-se agregar artigos e ensaios que tragam temas como: a tensão entre modernidade e tradição, os discursos sobre a cidade, “desenvolvimento” urbano na Amazônia, nos interiores e no Oeste brasileiro, imagens urbanas, as tensões culturais, composições sociais e migrações, arte urbana, imaginário urbano nas fronteiras, pluralidade nas cidades. Da mesma forma, buscamos pesquisas em andamento, ou concluídas, que desenvolvam tais abordagens no âmbito da América Latina e/ou, em cidades binacionais, gêmeas, nas fronteiras e outras situações que demonstrem a importância da cultura e as pluralidades da urbe.

 

O prazo para envio de textos ao dossiê é 30 de janeiro de 2021.

Publicação do dossiê na edição de agosto de 2021.

 

 

 

 

 
Publicado: 2020-08-05
 

Revista PRACS divulga chamada para novos pareceristas

 

A PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP convida pesquisadores, do Brasil e do exterior, que tenham interesse e disponibilidade para compor seu conselho científico na qualidade de pareceristas.

Doutores e doutorandos, vinculados ou não a instituições de ensino ou pesquisa, podem preencher o formulário de inscrição no site da Revista (https://periodicos.unifap.br/index.php/pracs/user/register) e aguardar o contato do Comitê Editorial do periódico.

O objetivo da chamada é ampliar o conselho científico de pareceristas da revista PRACS em todas as áreas das Ciências Humanas e Filosofia.

A atuação do parecerista consiste em avaliar artigos originais, ensaios teóricos, revisões de literatura, resenhas e entrevistas, dentro das áreas temáticas que escolherem previamente no formulário de inscrição.

O parecer consiste na leitura crítica dos textos enviados, apontando eventuais problemas, lacunas e recomendações para aperfeiçoamento dos textos. Por fim, o parecerista deve fazer uma recomendação sobre o artigo, que pode ser a aprovação para publicação, a recomendação pela não-publicação ou pela publicação após realização de adequações.

Os pareceristas receberão uma certificação para cada um dos pareceres realizados.

A revista PRACS foi fundada em 2008 e tem por objetivo a publicação de pesquisas sobre os diversos temas das Ciências Humanas e Filosofia, bem como de ciências exatas e naturais em suas interfaces com as Ciências Humanas.  A Revista PRACS recebe textos em fluxo contínuo e é publicada quadrimestralmente.

Acesse o formulário de cadastro no link: https://periodicos.unifap.br/index.php/pracs/user/register.

 

 

 

 

 
Publicado: 2020-08-03
 

Llamada de Artículos para Dossier: MOVIMIENTOS SOCIALES Y ACIONES COLETIVAS EN AMÉRICA LATINA: sus reinvenciones en el siglo XXI

 

MOVIMIENTOS SOCIALES Y ACIONES COLETIVAS EN AMÉRICA LATINA: sus reinvenciones en el siglo XXI

 

Organizadores

Patrícia Rocha Chaves - Universidad Federal de Amapá (Brasil)

Agustín Ávila Romero - Universidad Intercultural de Chiapas (México)

Samuel Correa Duarte - Universidad Federal de Maranhão (Brasil)

 

Este dossier recibirá artículos originales, ensayos teóricos, artículos de revisión bibliográfica, entrevistas y reseñas que dialoguen sobre los temas de Movimientos Sociales, Movimientos Étnicos, Asociaciones populares y comunitárias, Movilizaciones Sindicales, Estrategias de Resistencia de Comunidades Tradicionales en América Latina. Los textos pueden ser enviados en portugués, español, inglés y francés.

A lo largo de su historia, a la lucha por el territorio que históricamente han protagonizado los pueblos indígenas y los afrodescendientes se han sumado nuevos sujetos y nuevas demandas de la sociedad civil y los movimientos sociales, que se estructuran en torno a las reivindicaciones del derecho a un modo de vida, la justicia ambiental, el derecho a la ciudad, la ciudadanía, la florestania, la tierra y los territorios.

En los dos primeros decenios del siglo XXI, los ciclos de gobiernos progresistas, primero, y el ciclo de gobiernos conservadores, después, cada uno a su manera, obligaron a los movimientos sociales y al asociacionismo civil a reorganizarse. En 2020, la pandemia de la COVID-19 ha provocado nuevas transformaciones sociales y amenazas a la vida y los territorios. La amenaza de genocidio y la recesión económica amenazan a las poblaciones tradicionales, los campesinos y los habitantes de las ciudades. Frente a esta pandemia, los movimientos sociales también han tenido que reinventarse para responder a los nuevos desafíos.

La naturaleza diversa de los conflictos y los diversos proyectos que configuran el derecho al territorio, a la ciudadanía y a la florestanía se han convertido en claves para comprender la realidad latinoamericana contemporánea. Las lentes teóricas a través de las cuales se visualizan estos procesos son una parte fundamental del pensamiento sobre las estructuras en las que se plasma la realidad concreta de esta región. En este sentido es necesario discutir cómo las teorías se apropian y reflejan conceptos y visiones de esta realidad.

Este dossier pretende reunir, de esta manera, investigaciones sobre los diversos movimientos sociales, experiencias asociativas y sindicales, movilizaciones comunitarias tradicionales, así como organizaciones no gubernamentales en América Latina, contemplando su pluralidad existente en la floresta, en el campo y en la ciudad, cómo: movimientos indígenas, movimientos de personas de ascendencia africana, campesinos, pueblos ribereños, agricultores, extractivistas, movimientos de trabajadores del campo y la ciudad, movimientos sindicales, movimientos por la vivienda y el derecho a la ciudad, movimientos por la justicia ambiental, movimientos por la igualdad de género, movimientos antirracistas y por los derechos de las personas LGBTQ.

La Fecha límite para la presentación de los textos al Dossier es 30 de octubre de 2020.

 

 

 

 

 
Publicado: 2020-08-01
 

Convocatória para Dossiê - MOVIMENTOS SOCIAIS E ASSOCIATIVISMOS CIVIS NA AMÉRICA LATINA: suas reinvenções no Século XXI

 

MOVIMENTOS SOCIAIS E ASSOCIATIVISMOS CIVIS NA AMÉRICA LATINA: suas reinvenções no Século XXI

Organizadores 

Patrícia Rocha Chaves – Universidade Federal do Amapá (Brasil) 

Agustin Ávila Romero - Universidad Intercultural de Chiapas (México) 

Samuel Correa Duarte – Universidade Federal do Maranhão (Brasil) 

Este dossiê receberá artigos originais, ensaios teóricos, artigos de revisão de literatura, entrevistas e resenhas que dialoguem sobre os temas de Movimentos Sociais, Movimentos Étnicos, Associativismos, Mobilizações Sindicais, Estratégias de Resistência de Comunidades Tradicionais na América Latina. Os textos podem ser enviados em português, espanhol, inglês e francês. 

A história da mobilização dos povos da América Latina pela defesa de seus territórios e modos de vida contra a exploração e sujeição capitalista inicia-se em meio ao processo de colonização, como defesa diante da violência desencadeada nesse processo. 

Ao longo de sua história, à luta pelo território historicamente protagonizada pelos povos indígenas e pelos povos afrodescendentes, somaram-se novos sujeitos e novas demandas da sociedade civil e movimentos sociais, que se estruturam em torno das reivindicações pelo direito ao modo de vida, pela justiça ambiental, pelo direito à cidade, pela cidadania e pela florestania, pela terra e pelos territórios. 

Nas duas primeiras décadas do século XXI, os ciclos de governos progressistas, primeiro, e o ciclo de governos conservadores, depois, obrigaram, cada um a seu modo, os movimentos sociais e o associativismo civil a se reorganizar. 

Em 2020 novas transformações sociais e ameaças a vida e aos territórios têm sido colocadas pela pandemia de covid-19. A ameaça de genocídio e a retração econômica ameaçam populações tradicionais, camponeses e moradores das cidades. Diante desta pandemia, os movimentos sociais também têm tido que se reinventar para responder aos novos desafios.

A natureza diversa dos conflitos e os projetos diversos que configuram o direito ao território, à cidadania e à florestania tornaram-se chave de compreensão da realidade latino-americana contemporânea. As lentes teóricas por meio das quais são visualizados esses processos são parte fundamental para pensarmos as estruturas nas quais se configuram a realidade concreta desta região. Nesse sentido é necessário discutir sobre como as teorias se apropriam e repercutem conceitos e visões a partir desta realidade. 

Este dossiê visa reunir, assim, pesquisas finalizadas e em andamento sobre os diversos movimentos sociais, experiências associativas e sindicais, experiências de mobilizações de comunidades tradicionais, bem como de organizações não-governamentais da América Latina, contemplando sua pluralidade existente na floresta, no campo e na cidade e na relação entre eles, como: movimentos indígenas, movimentos de povos afrodescendentes, camponeses, ribeirinhos, agricultores, extrativistas, movimentos de trabalhadores no campo e na cidade, movimentos sindicais, movimentos por moradia e direito a cidade, movimentos por justiça ambiental, movimentos pela igualdade de gênero, movimentos antirracistas e pelos direitos LGBTQ. 

Prazo para envio de textos para o Dossiê: até 30 de outubro de 2020.





 
Publicado: 2020-07-22
 

Convocatória para Dossiê - Pan-Amazônia entre Neodesenvolvimentismos e Neoliberalismos: Ecologia Política como Alternativa

 

Convocatória para Dossiê 

Pan-Amazônia entre Neodesenvolvimentismos e Neoliberalismos: Ecologia Política como Alternativa

Organizadores

David Junior de Souza Silva – Universidade Federal do Amapá (Brasil)

Jose Efrain Astudillo Banegas - Universidad de Cuenca (Equador)

Prazo para envio de textos: até 30 de maio de 2020.

 

Este dossiê receberá artigos originais, ensaios teóricos, artigos de revisão de literatura, entrevistas e resenhas que dialoguem com os temas da Ecologia Política, do Neodesenvolvimentismo e do Neoliberalismo na Pan-Amazônia. Os textos podem ser enviados em português, espanhol e inglês.


A Pan-Amazônia, como região natural criada e cultivada pelos povos indígenas habitantes na região há mais de 10 mil anos, sofre um longo processo de violência e ações de expropriação no Sistema-Mundo Colonial, desde o estabelecimento deste nos séculos XV e XVI, na ocasião das grandes navegações europeias. 

Estas violências e ações de expropriação modificaram-se e assumiram diferentes formas ao longo do tempo, algumas delas identificadas conceitualmente pela ciência social: a primeira, a colonização histórica, regida pelo pacto colonial e estruturada na desumanização e escravização dos povos africanos e indígenas. 

Recentemente, as formas desta dominação se atualizam para conceitos modernos para atender ao espírito do tempo, ou seja, por meio de conceitos que visam ocultar a dominação e a reprodução da matriz colonial de poder. No Brasil, diferentes conceitos foram utilizados, compondo diferentes discursos e reproduzindo a mesma colonialidade. Podem ser identificados o conceito de integração: pelo qual se realizou a construção de rodovias, e hoje de hidrovias e portos, ligando centro-sul a algumas capitais da Amazônia; o conceito de povoamento, pelo qual se induziu a migração, nordestina e sulista, para a região; o binômio conceitual de segurança e defesa, pelo qual se militarizou a região em pontos considerados estratégicos, com o objetivo anunciado de garantir a defesa e o controle sobre as fronteiras da região.

Finalmente, o discurso de desenvolvimento é o que tem sido hegemônico na reprodução da colonialidade da região, abraçado tanto pelos neoliberalismos quanto pelos neodesenvolvimentismos. 

Conforme Mathis et al (2016, p. 241) "foi criada a chamada terceira via de desenvolvimento que se inicia na segunda fase do neoliberalismo (social-liberalismo), caracterizada por um sincretismo entre o mercado e o Estado conduzido por uma ideologia de promoção do bem-estar social. Constata-se, então, que a aliança dos neodesenvolvimentistas com o bloco social-liberal não se dá apenas no aspecto político, pois ambos compartilham da ideologia burguesa que compreende de forma limitada e superficial a dinâmica da acumulação capitalista e seus nexos com o subdesenvolvimento e a dependência do Brasil aos centros capitalistas”. 

Apresentados ideologicamente como opostos um ao outro, em realidade, são dois discursos diferentes para realização do mesmo projeto: a territorialização definitiva da sociedade do capital. "O grande capital, estatal e privado do ramo do ferro, da bauxita, do alumínio, da energia elétrica, tornou-se rei e lei: com toda a sua soberba, remodelou o espaço, abrindo nele, de sul a norte, de oeste a leste, minas, represa de rio e lago artificial, linhas de alta tensão, ferrovia, lagoas de resíduos minerais, sem consideração nem pelas populações locais, tanto tradicionais como os recentemente imigrados. As grandes empresas de pesca e de madeira, modernamente equipadas, ávidas pelo lucro" (HÉBETTE, 2004, 23 apud MATHIS et al, 2016, p. 245).

Face indissociável do mesmo processo, a reprodução da matriz colonial de poder sobre a Amazônia; ou em outros termos, a manutenção de sua posição subordinada na divisão internacional do trabalho. "O ideário neodesenvolvimentista difundido no Brasil, principalmente, nas primeiras décadas dos anos 2000 não alterou o lugar da Amazônia na divisão internacional e nacional da exploração do trabalho" (MATHIS et al, 2016, p. 245)

Este dossiê objetiva reunir trabalhos que explorem alternativas amazônidas para um projeto de vida e de futuro para a região alternativo a absolutização da lógica capitalista na região, materializada nos diferentes discursos sobre a região, que, em suma, objetivam realizar o mesmo programa: a territorialização definitiva da sociedade do capital. 

Objetiva-se contemplar toda sorte de alternativas criadas pelos povos amazônidas, com destaque para as leituras sob o viés da Ecologia Política, mas não exclusivamente a ela. Estudos que problematizam os discursos do capital sobre a Amazônia, bem como as políticas públicas que engendram, também serão recebidos como composição do dossiê. 

Em face ao fato de a matriz colonial de poder se reproduzir nos termos dos neodesenvolvimentismo e neoliberalismos, processos que precisamos conhecer cientificamente, as Ecologias Políticas emergem como umas das possíveis alternativas legítimas à reprodução da matriz colonial de poder.

 

O prazo para envio de textos ao dossiê é até 30 de maio de 2020.

 

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Call of Papers

Pan-Amazon between Neodevelopment and Neoliberalism: Political Ecology as an Alternative

Organizers

David Junior de Souza Silva - Federal University of Amapá (Brazil)

Jose Efrain Astudillo Banegas - University of Cuenca (Ecuador)

Deadline for submission of texts: until 30 May 2020.

 

This dossier will receive original articles, theoretical essays, literature review articles, interviews and reviews that dialogue with the themes of Political Ecology, Neodevelopmentism and Neoliberalism in the Pan-Amazon. The texts can be sent in Portuguese, Spanish and English.

 

The Pan-Amazon, as a natural region created and cultivated by indigenous peoples living in the region for more than 10 thousand years, suffers a long process of violence and expropriation actions in the Colonial World-System, since its establishment in the 15th and 16th centuries.

These violence and expropriation actions have changed and assumed different forms over time, some of them conceptually identified by social science: the first, historical colonization, governed by the colonial pact and structured in the dehumanization and enslavement of African and Indigenous peoples.

Recently, the forms of this domination have been updated to modern concepts to meet the spirit of time, i.e., by means of concepts that seek to hide the domination and reproduction of the colonial matrix of power. In Brazil, different concepts were used, composing different discourses and reproducing the same coloniality. The concept of integration can be identified: through which the construction of highways was carried out, and today of waterways and ports, connecting center-south to some Amazonian capitals; the concept of colonization, through which migration was induced, northeastern and southern, to the region; the conceptual binomial of security and defense, through which the region was militarized in points considered strategic, with the announced objective of guaranteeing the defense and control over the region's borders.

Finally, the discourse of development is what has been hegemonic in the reproduction of the coloniality of the region, embraced by both neoliberalism and neodevelopment.

According to Mathis et al (2016, p. 241) "the so-called third development path was created, which begins in the second phase of neoliberalism (social-liberalism), characterized by a syncretism between the market and the state led by an ideology of promoting social welfare. It can be seen, then, that the alliance of neo-developmentalists with the social-liberal bloc is not only in the political aspect, because both share the bourgeois ideology that understands in a limited and superficial way the dynamics of capitalist accumulation and its links with the underdevelopment and dependence of Brazil on capitalist centers".

Ideologically presented as opposites to each other, in reality, they are two different discourses for the realization of the same project: the definitive territorialization of the society of capital. "The big capital, state-owned and deprived of iron, bauxite, aluminum and electric power, became king and law: with all its arrogance, it remodeled space, opening in it, from south to north, from west to east, mines, river and artificial lake dams, high tension lines, railways, mineral waste lagoons, without consideration even for local populations, both traditional and those who have recently migrated. The large fishing and timber companies, modernly equipped, greedy for profit" (HÉBETTE, 2004, 23 apud MATHIS et al, 2016, p. 245).

Inseparable from the same process is the reproduction of the colonial matrix of power over the Amazon; or, in other words, the maintenance of its subordinate position in the international division of labor. "The neodevelopmentalist ideology disseminated in Brazil, especially in the first decades of the 2000s, did not change the place of the Amazon in the international and national division of labor exploitation" (MATHIS et al, 2016, p. 245).

This dossier aims to bring together works that explore Amazonian alternatives for a life and future project for the alternative region to the absolutization of the capitalist logic in the region, materialized in the different discourses on the region, which, in short, aim to carry out the same program: the definitive territorialization of the society of capital.

The aim is to contemplate all sorts of alternatives created by the Amazonian peoples, especially, but not exclusively, the readings from the perspective of Political Ecology. Studies that problematize the discourses of the capital on the Amazon, as well as the public policies that engender them, will also be received as part of the dossier.

In view of the fact that the colonial matrix of power is reproduced in terms of neodevelopmentism and neoliberalism, processes that we need to know scientifically, Political Ecologies emerge as one of the possible legitimate alternatives to the reproduction of the colonial matrix of power.

 

Referências: 

Mathis, Adriana de Azevedo; NASCIMENTO, M. A. C. ; N. F. ; GOMES, V. L. . Desenvolvimento, neodesenvolvimentismo e impactos sobre o trabalho na Amazônia brasileira. NOVOS CADERNOS NAEA, v. 19, p. 237-252, 2016.

 
Publicado: 2019-12-15 Mais...
 
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