ESCREVIVÊNCIAS DO BEM VIVER QUILOMBOLA COMO FORMAS DE RESISTÊNCIA POLÍTICA AO EPISTEMICÍDIO OCIDENTAL

AS NARRATIVAS ORAIS COMO INSTRUMENTOS DE RESISTÊNCIA CULTURAL

Autores

Resumo

Este artigo aborda as experiências coletivas do “bem-viver” nos territórios quilombolas do Pará, buscando na oralidade as narrativas que compõem o repertório identitário de seus sujeitos. Trata-se de um estudo das narrativas como processos de elaboração, construção identitária e resistência étnica a partir das realidades locais, enfocando: (1) as resistências políticas e culturais das mulheres quilombolas e negras frente aos desafios raciais e de gênero na produção do saber; (2) as formas diversas de manifestação da religiosidade e dos saberes ancestrais como estratégias de coesão e bem-viver; e (3) a luta pela legalização e proteção do território diante das ameaças do agronegócio e do extrativismo. O objetivo é compreender como as narrativas quilombolas contribuem para a autoafirmação e o reconhecimento de suas identidades, relacionando-se com as práticas socioculturais e políticas locais. A metodologia baseia-se nas “escrevivências” (Evaristo, 2020) e nas perspectivas do pensamento social negro (Gonzalez, 1988; Davis, 2016), agregando as experiências dos autores enquanto pesquisadores e ativistas que sofrem as marcas históricas do colonialismo e seus reflexos na produção acadêmica.

Palavras-chave: Escrevivências, bem viver,  formação, comunidades quilombolas.

 

Biografia do Autor

Guilherme Martins, UFPA

Estudante de Doutorado do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará, professor do Ensino Médio (SEDUC-Pará), professor de Ensino Fundamental ( SEMEC-Mocajuba-Pará); faz parte do grupo de estudo Imagem, Arte, Ética e sociedade coordenado pela Profª Drª Kátia Marly Leite Mendonça do PPGSA/UFPA. Faz parte do coletivo PUTIRUM, coletivo de professores, lideranças e famílias quilombolas de Mocajuba-Pará. E-mail: guigomendes@yahoo.com.br

Elianete de Sousa Guimarães, PPGSA

Estudante de Doutorado do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará com doutoramento sanduíche Projeto Territórios e patrimônios Amefricanos, vinculado ao Programa de desenvolvimento acadêmico Abdias do Nascimento , na Universidade de Joanesburgo (UJ) África do Sul. Professora do Ensino Fundamental (SEMEC-Salvaterra-Pará). Faz parte do grupo de pesquisa AWÁ SURARA coordenado pelo Prof. Dr. Rodrigo Peixoto. Ativista do movimento quilombola, em 2006 sendo a primeira secretária na Associação Comunitária de Remanescente de Quilombo de Rosário ( ASCORQUIR), atualmente atua como Diretora de Patrimônio  da referida entidade. E-mail: elianetedesousa@gmail.com.

Paulo de Deus Nunes dos Santos, UFPA

Liderança quilombola e fundador da Associação de Moradores e Agricultores Remanescentes quilombolas do Alto Acará-AMARQUALTA. Mestrando em Sociologia e Antropologia, PPGSA-UFPA. E-mail: paulonunes.altoacara@gmail.com

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Publicado

2026-02-02