ESCREVIVÊNCIAS DO BEM VIVER

perspectivas de saúde, educação e religião como ferramentas de denúncia, memória e cura

Autores

Palavras-chave:

Bem viver, Saúde, Educação, Religião, Narrativas vividas

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão entrelaçada entre a escrevivência e o bem viver, articulando relatos de vida de quatro mulheres negras que envolvem questões sobre saúde pública, educação e religião. Objetiva analisar, a partir das escrevivências do grupo, como diferentes experiências cotidianas revelam dimensões do bem viver e evidenciam os impactos do racismo, da intolerância religiosa, das violências simbólicas e institucionais da precariedade em áreas como saúde e educação, e apontar possíveis caminhos para a reconstrução do bem viver. Trata-se de uma escrita de denúncia que evidencia as violências enfrentadas por comunidades marginalizadas com o foco nas implicações de políticas práticas nas dimensões da experiência social, que surgiu a partir de uma proposta no âmbito de determinada disciplina de Mestrado/Doutorado em Sociologia e Antropologia. Neste artigo, aplica-se a Escrevivência de Conceição Evaristo como método para registrar e narrar vivências que problematizam experiências individuais e coletivas, possibilitando a reflexão crítica sobre questões  sociais, culturais e comunitárias, nas quais são analisadas criticamente questões estruturais como racismo,  invisibilidade social, intolerância religiosa e outras formas de opressão. Ao final, conclui-se trazendo uma argumentação sobre bem viver a partir das experiências corporificadas, que vão além de simples relatos, configurando-se como formas de denúncia, de ativação da memória e processos de cura.

Biografia do Autor

Marta Giane Machado Torres, Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia/Universidade Federal do Pará - PPGSA/UFPA

Enfermeira feminista e ativista da saúde. Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Especialista em Atenção Básica da Saúde pela Universidade Estadual do Pará. Mestra em Saúde Coletiva pelo Programa de Pró-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia e Doutoranda pelo Programa de Sociologia e Antropologia - PPGSA/UFPA. Servidora pública estadual na Assistência Especializada em HIV/AIDS - SESPA. Docente no Curso Técnico Integrado EETEPA Prof. Francisco da Silva Nunes. Orgânica do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense e do Movimento pela Saúde dos Povos. Belém-Pará-Brasil.

Flaviana da Costa Maués, Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural no Museu paraense Emilio Goeldi MPEG/PPGDS

Pesquisadora na área da Educação Escolar Quilombola, licenciada em Licenciatura Integrada e graduanda em Educação Escolar Quilombola. Sua atuação tem foco na discussão sobre racismo estrutural, políticas públicas, saberes tradicionais quilombolas e as questões étnico-raciais. Atualmente, desenvolve pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural (Museu Paraense Emílio Goeldi), investigando a Educação Escolar Quilombola no Município de Abaetetuba. Belém-Pará-Brasil

Huiny Silva Monteiro, Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural no Museu paraense Emilio Goeldi MPEG/PPGDS

Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará. Atualmente, trabalha na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade e desenvolve pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural no Museu Paraense Emílio Goeldi, onde pesquisa as plantas de Legba na tradição do candomblé Jeje Savalu do Pará. Belém-Pará-Brasil. Email: huinysilva@gmail.com

Andrea Cardoso Cardoso, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA /UFPA

Mulher preta Quilombola pertencente ao quilombo Moju Miri - AQMOMI. Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA/UFPA. É Mestre em Antropologia e Sociologia com ênfase para a Educação Escolar Quilombola - PPGSA/UFPA. Possui graduação em teologia pela Faculdade Teológica do Estado do Pará (2009) e licenciatura plena em Pedagogia pela Faculdade Latino Americana de Educação (2010). É graduada em Letras Libras -UFPA. Especialista em Educação do Campo em Psicopedagogia e Educação para as Relações Étnico Raciais pelo Instituto Federal do Pará - IFPA. Integrante do coletivo AQUILOMBAR/UFPA. Participante do Projeto material didático Educação Escolar Quilombola. Coordenadora do Coletivo Marias do quilombo Moju Miri. Voluntária na Coordenação Nacional das Associações das Comunidades Remanescente de Quilombo do Pará - Malungu. Prestadora de serviço para a Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos. Belém-Pará-Brasil

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Publicado

2026-02-02