PERCEPÇÕES DO BEM-VIVER ENTRE BAIXADAS AMAZÔNIDAS

ESCREVIVÊNCIAS URBANAS DO REAL E DA SOLIDARIEDADE NAS RUAS, BECOS, BAIXADAS, PALAFITAS DA CIDADE

Autores

Resumo

RESUMO: Compondo as escrevivências, essa traz a luz como o conceito de Bem-viver, inspirado no Sumak Kawsay indígena Kichwa, podem ser utilizados como movimento de esperança nas periferias urbanas amazônidas, especialmente nas baixadas de Belém e Ananindeua. Inspirados pela escrevivência de Conceição Evaristo, nossa perspectiva é transformar memórias e vivências locais em reflexão crítica sobre desigualdades históricas, socioespaciais e socioambientais. Essa escrita contextualiza a formação urbana de Belém e Ananindeua, marcada pela segregação entre centro e baixadas, ausência de políticas públicas, invasões, criminalidade, violência e precariedade de infraestrutura. Exemplos como as cidades e bairros em que crescemos, circulamos, vivemos e fomos acolhidos como: Ananindeua, Belém e Marajó. Águas Brancas, Icuí, Curuçambá, Guajará, PAAR, Tenoné, dentre outras, evidenciam como as ocupações populares se estruturaram em meio à exclusão social, violência e vulnerabilidades ambientais. A narrativa traz escrevivências que revelam nossos cotidianos de violência, desigualdade e precariedade, mas também as formas de resistência, solidariedade e cuidado coletivo que sustentam as comunidades. Relações de vizinhança, redes de apoio, práticas culturais e religiosas aparecem como elementos que mantêm vivo o Bem-viver, entendido não como utopia distante, mas como prática concreta de sobrevivência e dignidade em meio a adversidades. Por fim, o artigo defende que o Bem-viver nas Baixadas é um ato político e coletivo, expresso em práticas de solidariedade, cuidado comunitário e resistência frente à lógica capitalista e individualista. Mais do que um ideal, ele se constrói diariamente nos territórios periféricos, como estratégia de vida, pertencimento e enfrentamento das desigualdades.

 

Downloads

Publicado

2026-02-02