Apresentação

Autores

  • Lucelia Gonçalves Moraes Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Polyana Almeida Frota Lima Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Rodrigo Peixoto Universidade Federal do Pará (UFPA)

Palavras-chave:

Escrevivências, Bem viver, Resistência, contracolonial

Resumo

 

Os artigos da coletânea Escrevivências sobre bem viveres e resistências contracoloniais falam de realidades pessoais em contextos diversos, por isso as palavras do título estão no plural. Em perspectivas subjetivas, as autoras e autores tocam em situações e experiências vividas que na maioria dos casos refletem buscas, desafios e dores. Coisas distantes da ideia individualista e burguesa de qualidade de vida que a expressão bem viver poderia dar a entender. De fato, não há uma definição única de bem viver, porque suas diferentes possibilidades reportam-se a contextos sociais, culturais e políticos particulares. Sempre, no entanto, referindo-se a vivências plenas, incluindo conteúdos materiais e afetivos, em coletividade. Diante de tantos desafios, buscamos refletir: O bem viver faz sentido na pós-graduação universitária?

A noção do bem viver viajou no espaço e no tempo, desde as tradições andinas Quechua (Sumak Kawsay) e Aymara (Suma Qamaña), para ganhar terreno aqui, nos contextos e territórios da Amazônia. Ao invés de significar um idílico e idealizado cenário de paz e acomodação, a expressão ‘bem viver’ traz com ela construção e luta por um presente e um futuro melhores do que, por exemplo, as circunstâncias vividas e descritas nas escrevivências desta coletânea. Mais do que um contraponto teórico ao individualismo neoliberal, as potencialidades do bem viver precisam ser postas em movimento, em sentido prático.

Biografia do Autor

Lucelia Gonçalves Moraes, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, na Universidade Federal de Pernambuco – PRODEMA/UFPE. Email: lucelia.moraes@ufpe.br.

Polyana Almeida Frota Lima, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) pela Universidade Federal do Pará (UFPA), bolsista pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), membra do grupo de pesquisa MENSMEMINÍ-Religião Memórias e Trajetórias ligado à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Email: polyanafrota@gmail.com.

Rodrigo Peixoto, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Professor no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/UFPA), coordena o projeto de pesquisa CNPq “AWASURARA: Quilombolas e Indígenas nos territórios e na universidade”. Trabalha com metodologia, cartografia social e educação quilombola. Elabora e submete propostas coletivas com estudantes quilombolas e indígenas para financiar projetos e políticas. E-mail: rodrigopeixoto1810@gmail.com.

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Publicado

2026-02-02