MASCULINIDADE TÓXICA E EDUCAÇÃO CRÍTICA
Desconstruindo normas de gênero no ensino de língua inglesa
DOI:
https://doi.org/10.1234/Palavras-chave:
masculinidades; Análise Crítica do Discurso; ensino de língua inglesa; formação crítica; gênero.Resumo
Este artigo analisa discursos sobre masculinidade tóxica emergentes no contexto da formação inicial de professores, investigando as percepções e debates de acadêmicos do sexto período de um curso de Letras durante as aulas de língua inglesa. O arcabouço teórico-conceitual compreende as formulações sobre gênero, discurso e decolonialidade propostas por Beauvoir (1967), Moita Lopes (2002), Butler (2003), Fanon (2008), Maldonado-Torres (2008), Foucault (2011), hooks (2015), Louro (2016) e Morantes-Africano (2023). Alinha-se, ademais, aos pressupostos da Análise Crítica do Discurso (ACD) propostos por Fairclough (2008), compreendendo a linguagem como prática social mediadora de poder. A metodologia adotada é qualitativa e de cunho interpretativista, caracterizando-se como um estudo de caso focado nas interações discursivas cotidianas. Os resultados evidenciam uma ampliação da consciência crítica dos discentes, os quais articularam reflexões profundas acerca da urgência de desmantelar estereótipos de gênero e fomentar práticas sociais mais equitativas. Conclui-se que a sala de aula de língua estrangeira se configura como um espaço político essencial para promover o diálogo crítico e combater violências simbólicas e estruturais.
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