El PORTUGUÊS PARA MIGRANTES
Formação, ensino e escuta
Palabras clave:
Portugués como lengua de acogida, Interculturalidad, Formación docente, MigraciónResumen
O presente artigo discute experiências pedagógicas desenvolvidas no Curso de Português para Migrantes, ofertado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com foco na formação docente, nos desafios enfrentados pelos educadores e nas práticas que visam situações sociais, culturais e linguísticas. A iniciativa integra o projeto de extensão Processos Migratórios e Intercâmbio: Inclusão Social e Diversidade Cultural (PROMIGRA) e se insere na atuação social da universidade pública. A proposta didático-pedagógica do curso parte da abordagem do Português como Língua de Acolhimento (PLAc), priorizando a comunicação funcional, o respeito à identidade linguística e cultural dos aprendizes. A fundamentação teórica apoia-se em autores como Freire (1982, 1987, 1996), Claire Kramsch (1993), Grosso (2011), Candau (2012), Leffa (2016), Rocha (2019), Silva e Júnior Costa (2020) e Silva (2023), abordando o papel da interculturalidade, da pedagogia crítica e da formação docente em contextos de migração. A metodologia adotada é qualitativa e se baseia na experiência construída a partir da atuação docente no curso, entre junho e outubro de 2024, resultando em uma carga horária de aproximadamente 45 horas, com turmas compostas por migrantes de diversas nacionalidades e repertórios linguísticos, por exemplo, árabes, venezuelanos e haitianos. As práticas pedagógicas incluíram dramatizações, rodas de conversa, atividades com materiais autênticos e simulações de situações cotidianas, com o objetivo de desenvolver a oralidade, escrita e escuta, assim como promover a autonomia. Os resultados revelam que, apesar dos desafios impostos pela heterogeneidade dos grupos e barreiras linguísticas, o curso proporcionou avanços significativos na integração dos migrantes à sociedade.
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