AHMADOU KOUROUMA
Quando a insegurança linguística é resistência
Mots-clés :
Ahmadou Kourouma; subversão linguística; decolonização da língua francesa.Résumé
Com a independência dos Estados africanos, a partir dos anos 1960, evidencia-se uma ascensão de maneiras particulares da utilização da língua francesa, sobretudo em autores romanescos africanos. A crítica literária é unânime em afirmar que o marfinense Ahmadou Kourouma ao se apropriar da língua francesa em uma perspectiva de sua língua natal, o malinké, inaugura em 1968 a liberdade criativa da escritura romanesca na África subsaariana. Utilizando a metodologia qualitativa e de revisão bibliográfica, o estudo, aqui apresentado, versa mediante perspectivas pós-coloniais, tendo como recorte a análise da obra Allah n’est pas obligé (Kourouma, 2000) e tem por objetivo evidenciar como Ahmadou Kourouma apropria-se da língua do colonizador e como a questão da insegurança linguística, em suas mãos, torna-se resistência. Para o aporte teórico, tomamos por base Caitucoli (2004a, 2004b, 2007), Koné (2010), Sissao e Sou (2015), Dirkx (2017), dentre outros. Os resultados demonstram que, longe de demonstrar insegurança linguística, Ahmadou Kourouma subverte a língua francesa, transformando-a em um instrumento político de resistência anticolonial.
Références
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