METÁFORA INTERTEXTUAL NO ATLÂNTICO
Uma análise de personagens subalternizados de manoel de barros E mia couto
Palavras-chave:
Mia Couto; Manoel de Barros; minorias; personagens; subalternidade.Resumo
Neste artigo busca-se revisitar a poesia de Manoel de Barros, objeto de doutorado, mas com o propósito de uma nova leitura comparada proposta pelo grupo de pesquisa Africanidades, literatura e minorias sociais, o qual objetiva realizar uma aproximação das figuras de minorias sociais construídas pelo narrador autodiegético, do moçambicano Mia Couto (2009), e do andarilho que emerge na figura de Bernardo da Mata, criado por Manoel de Barros (1985-2004), a partir do conceito de subalternidade de Spivak (2010). As figuras minoritárias aparecem absorvidas pelo próprio sujeito lírico e pela imagem poética do isolamento e das diferenças entre os sujeitos negros e brancos e mendigos, andarilhos e outros sujeitos que destoariam do contexto de minorias. Ao pensar nesses personagens lírico-narrativos, defende-se uma efusão de poética existencialista, tanto nos fios discursivos no conto “O mendigo Sexta-Feira jogando no Mundial” da obra O fio das missangas, como nos fios entrelaçados em vários textos manoelinos, por exemplo, em Livro de pré-coisas, Livro sobre nada e Poemas rupestres, onde são visíveis tais personas que se vestem de um sentimento demasiadamente humano, levando o leitor a pensar em sua própria existência, isto é, o estar no mundo na perspectiva do ser do tempo, conforme propõe Martin Heidegger (2006). Como pressupostos teóricos-metodológico, utilizar-se-á a proposta de leitura pelo viés de literatura comparada tomando como eixo central a intertextualidade absorvida na metáfora intertextual.
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