TERRITÓRIO E VARIAÇÃO

A oralidade de igarapé-miri no pretérito perfeito do indicativo

Autores/as

  • Ana Vitória Dias Lima Universidade do Estado do Pará

Palabras clave:

Variação linguística; identidade amazônica; morfologia verbal.

Resumen

O presente artigo tem como objetivo analisar a variação linguística no uso do pretérito perfeito do indicativo em falas de moradores de Igarapé-Miri, no estado do Pará, com foco nas formas não canônicas como “falasse”, “escrevesse” e “saísse”. Justificativa/contextualização: Fundamentando-se na Sociolinguística Variacionista e na teoria epilinguística, a autora investiga como essas formas verbais ocorrem em situações de oralidade espontânea e refletem processos identitários e de pertencimento territorial. Metodologia: A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e quantitativa, com base na análise de ocorrências linguísticas em contextos reais de fala. Resultados: Os dados revelam que a forma variante é amplamente utilizada entre os falantes, especialmente aqueles com menor escolarização formal, e que fatores sociais como idade e contexto comunicativo influenciam diretamente na escolha das variantes. Também se evidencia que os falantes possuem consciência epilinguística de seus usos linguísticos, embora marcada por julgamentos negativos reforçados por instituições normativas, como a escola. Conclusão: A autora defende uma perspectiva decolonial e inclusiva do ensino da língua portuguesa, que valorize as variedades amazônicas como manifestações legítimas e potentes de saberes locais.

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Publicado

2026-09-09

Número

Sección

Seção de Linguística Aplicada

Cómo citar

DIAS LIMA, Ana Vitória. TERRITÓRIO E VARIAÇÃO: A oralidade de igarapé-miri no pretérito perfeito do indicativo. Revista Letras Escreve, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 80–90, 2026. Disponível em: https://periodicos.unifap.br/letrasescreve/article/view/1796. Acesso em: 10 sep. 2026.

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