MODOS DE REFERIR AS NEGRITUDES EM RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS
Impactos das escolhas linguísticas na esfera discursiva na produção textual de alunos do 1º ano do Ensino Médio
Palavras-chave:
negritudes; modos de referir; discurso; relato autobiográfico.Resumo
O presente artigo é um recorte feito a partir de uma dissertação solicitada pelo curso de Mestrado Profissional em letras (PROFLETRAS) da Universidade Federal do Pará (UFPA), objetivando focalizar os processos de referenciação e progressão referencial e os impactos que a escolha por uma ou outra forma linguística podem causar na esfera discursiva, partindo de temáticas ligadas a questões raciais. Foram analisados relatos autobiográficos produzidos por alunos do 1º ano do Ensino Médio, a fim de verificar seus modos de referir as negritudes em suas produções. Para isso, utilizaram-se autores como Koch e Elias (2009, 2023), Lejeune (2008), Hall (2003), Carine (2023), Bento (2022) e Ramos (2018), entre outros. Adicionalmente, consideramos a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2018), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a lei nº 10.639, de janeiro de 2003, que estabelece os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira ministrados no âmbito do currículo escolar. Partiu-se da hipótese de que o gênero relato autobiográfico constitui campo fértil para a análise dos modos de referir as negritudes, considerando-se os participantes da pesquisa. Como resultado, constatou-se que os relatos dos estudantes revelaram percepções diversas sobre o racismo, a cultura negra e as relações étnico-raciais. As estratégias de referenciação e progressão referencial utilizadas pelos alunos apresentaram-se com forte carga subjetiva, ancoradas em vivências pessoais e afetivas, conforme o esperado para o gênero relato autobiográfico, mobilizando estratégias de nomeação e retomada que revelaram como os sujeitos envolvidos são representados e posicionados discursivamente.
Referências
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