RITOS DA TRADIÇÃO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM VENTOS DO APOCALIPSE, DE PAULINA CHIZIANE

Autores

  • Marinei Almeida Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Eliane Costa Ferreira Universidade do Estado de Mato Grosso

Palavras-chave:

Paulina Chiziane; tradição; subalternidade; gênero.

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar em Ventos do Apocalipse (2010), da escritora moçambicana Paulina Chiziane, alguns ritos da tradição que colocam a mulher em uma posição de obediência e subalternização frente à desigualdade, perante a figura masculina. Nesse aspecto, discutir-se-ão questões que envolvem o casamento efetivado após o lobolo, considerando este um intercâmbio de capital, o qual submete a mulher à condição de objeto. Para o desenvolvimento das análises recorremos às leituras de Chimamanda N. Adichie em Sejamos todos feministas (2015), Paulina Chiziane em Eu, mulher, por uma nova visão de mundo (2013), Gayatri C. Spivak em Pode o subalterno falar? (2010), Oyeronké Oyewùmí em A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero (2021), entre outros referenciais pertinentes às reflexões propostas.

Biografia do Autor

  • Eliane Costa Ferreira, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Doutoranda em Estudos Literários pela Universidade do Estado de Mato-Grosso - PPGEL - UNEMAT – Campus de Tangará da Serra/MT.

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Publicado

19-10-2026

Como Citar

ALMEIDA, Marinei; COSTA FERREIRA, Eliane. RITOS DA TRADIÇÃO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM VENTOS DO APOCALIPSE, DE PAULINA CHIZIANE. Revista Letras Escreve, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 135–147, 2026. Disponível em: https://periodicos.unifap.br/letrasescreve/article/view/1070. Acesso em: 22 out. 2026.

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