TERRITÓRIOS BIOCULTURAIS:
CULTURA E NATUREZA COMO MATRIZES PEDAGÓGICAS NA LUTA POR JUSTIÇA CLIMÁTICA NA AMAZÔNIA
Palavras-chave:
Território Biocultural, justiça climática, natureza, EducaçãoResumo
Abordamos o termo Territórios Bioculturais como instrumento teórico-metodológico que reinterpreta os vínculos entre cultura e natureza e visa fortalecer as lutas pedagógicas e ambientais pela Justiça Climática. As reflexões emergem das ações feitas na Rede CLIMATE-U da UFPA junto às lideranças dos movimentos sociais e às escolas ribeirinhas e quilombolas da Amazônia Tocantina. O objetivo foi debater, no âmbito educacional, sobre a colonialidade da natureza e os territórios bioculturais como forma de subversão e desobediência política, social e epistêmica à colonialidade da natureza e das mudanças climáticas. A metodologia se baseia na Pesquisa-Ação Participativa, que fundamentou a realização da pesquisa e a formação de professores, estudantes e lideranças dos movimentos sociais. Os resultados traduzem o avanço da colonialidade da natureza a partir de sistemas de produção de monoculturas nos territórios, mas também as formas de enfrentamento promovidas pela litigância climática a partir de um conjunto de representações éticas, políticas, pedagógicas e epistemológicas sobre a natureza e seus agroecossistemas alimentares. Mostra ainda a necessidade da produção de conhecimento pedagógico sobre o clima, mudanças climáticas e natureza, indica, ainda, a reinversão do currículo escolar e relaciona a justiça climática à construção de formas de proteção, cuidado e defesa da natureza, escolas e territórios nas Amazônias.