UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NO ENFRENTAMENTO DA BRANQUITUDE:

TENSIONANDO O DEBATE SOBRE A DINÂMICA DAS RELAÇÕES RACIAIS

Autores

Palavras-chave:

EARER, antirracismo, branquitude, racismo estrutural

Resumo

A proposição de uma educação antirracista voltada ao enfrentamento da branquitude como estrutura de poder e lugar de privilégios, indica a complexificação do debate sobre a dinâmica das relações raciais. Reconhecermos a branquitude, historicamente naturalizada como padrão, é também entender sua função sustentadora de violências e reprodutora práticas de exclusão. Nesse sentido, uma educação efetivamente antirracistas, é condição sine qua non para a erradicação do racismo estrutural, uma vez que se dispõe à desconstrução de narrativas hegemônicas e, por seu turno, a construção de políticas públicas comprometidas com a equidade racial. Em diálogo com autoras e autores problematizam a dimensão da branquitude e defendem a urgência de um letramento racial crítico que desloque o olhar para os efeitos desse lugar social, provocando a (re)configuração de cosmopercepções, notadamente, nas formas de ser, estar, ensino-aprendizagem e convivência societária e ambiental. Ao tensionar a dinâmica das relações raciais, pretende-se não apenas denunciar os mecanismos de produção e operação do racismo estrutural, mas também fomentar práticas emancipatórias que possibilitem a (trans)formação das subjetividades e das instituições educativas, apontando para um política nacional de educação antirracista.

Biografia do Autor

Valdemar de Assis Lima, Universidade de Brasília

Professor efetivo do Curso de Graduação em Museologia da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em Educação pela UFSC, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Arte Educação e Linguagens Artísticas Contemporâneas pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFBA e Bacharel em Museologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Membro do Grupo de Pesquisa em Patrimônio, Memória e Educação (PAMEDUC), do Grupo de Pesquisa Museologia, Patrimônio e Memória e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (NEAB/UnB). Sócio emérito do Instituto Memorial Lélia Gonzalez. E-mail: valdemar.assis@unb.br  

Elison Antonio Paim, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do Mestrado Profissional em Ensino de História (Profhistória-UFSC) da Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutorado em Ensino de História de África pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Lubango, Angola. Pós-doutorando em Educação pela Unirio. Doutor em Educação pela Unicamp e Mestre em História pela PUC-SP. Líder do grupo de pesquisa Pameduc (UFSC), Vice-líder do grupo de pesquisa Rastros (USF). Bolsista Produtividade CNPq. E-mail: elison0406@gmail.com

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Publicado

2026-01-28