UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NO ENFRENTAMENTO DA BRANQUITUDE:
TENSIONANDO O DEBATE SOBRE A DINÂMICA DAS RELAÇÕES RACIAIS
Palavras-chave:
EARER, antirracismo, branquitude, racismo estruturalResumo
A proposição de uma educação antirracista voltada ao enfrentamento da branquitude como estrutura de poder e lugar de privilégios, indica a complexificação do debate sobre a dinâmica das relações raciais. Reconhecermos a branquitude, historicamente naturalizada como padrão, é também entender sua função sustentadora de violências e reprodutora práticas de exclusão. Nesse sentido, uma educação efetivamente antirracistas, é condição sine qua non para a erradicação do racismo estrutural, uma vez que se dispõe à desconstrução de narrativas hegemônicas e, por seu turno, a construção de políticas públicas comprometidas com a equidade racial. Em diálogo com autoras e autores problematizam a dimensão da branquitude e defendem a urgência de um letramento racial crítico que desloque o olhar para os efeitos desse lugar social, provocando a (re)configuração de cosmopercepções, notadamente, nas formas de ser, estar, ensino-aprendizagem e convivência societária e ambiental. Ao tensionar a dinâmica das relações raciais, pretende-se não apenas denunciar os mecanismos de produção e operação do racismo estrutural, mas também fomentar práticas emancipatórias que possibilitem a (trans)formação das subjetividades e das instituições educativas, apontando para um política nacional de educação antirracista.