O VIVER E PENSAR EM COMUM (UBUNTU) COMO ALTERNATIVA ÀS CRISES DAS DEMOCRACIAS EM ÁFRICA
Palavras-chave:
democracia, Ubuntu, cooperação, África, crise políticaResumo
O presente artigo objectiva analisar a questão do viver e pensar em cumum (UBUNTU) como alternativa às crises das democracias em África. O modelo ubuntuista demonstra a representatividade de um viver e pensar em comum sobre a humanidade, a cultura e a história de uma comunidade. Assim, o modelo ética-político compreende a existência do ser africano e dos grupos étnicos africanos, trazendo em discussão o posicionamento moral em relação a comunidade local e ao universo. Para isso, a base da filosofia ubuntu relaciona os fundamentos de uma ética e política integradora, alicerçado aos conceitos de humanidade e comunidade. Em um primeiro momento, expõem-se as premissas teóricas que norteiam o quadro teórico que fundamenta o modelo da democracia líquida-cooperativa: partindo das reflexões de John Dewey e Axel Honneth. Em segundo lugar, apresentamos a ideia que está por detrás do “espírito” que norteia a democracia do pensar e viver em comum. Consideramos este modelo democrático credível que possa “redar” o poder aos cidadãos. Metodologicamente, o trabalho baseia-se na abordagem teórico-qualitativo, aliada a técnica bibliográfica e a hermenêutica, que consistiu na desconstrução e construção, de textos que abordam sobre o tema em estudo. Conclui-se que é chegado o momento de instituir uma política democrática que possa “redar” o poder nas mãos dos cidadãos a fim de participarem de forma igual na vida pública, minimizando deste modo, as grandes desigualdades sociais, políticas e económicas vigentes nos diversos Estados considerados democráticos no mundo e em Moçambique em especial.