Do cotidiano à rua, variações do “ser” travesti: Litoral Norte da Paraíba

Verônica Alcântara Guerra

Resumo


Esta pesquisa de iniciação científica, com bolsa do CNPq, tem como objetivo observar, descrever e interpretar a construção de identidades de gênero e redes de relações entre travestis na região de Mamanguape, situada na BR 101, umas das principais vias de acesso para Rio Tinto, cidade que foi erguida em função da Companhia de Tecidos de Rio Tinto, e também para a Baia da Traição, região que abriga o maior número de índios potiguara da Paraíba, com cerca 12.000 pessoas reconhecida pela FUNAI. Mesmo com uma distância relativamente pequena de cerca de 50 km entre essas cidades, temos a possibilidade de verificar uma diversidade cultural e socioeconômica expressiva. Podemos observar também, uma fluidez da identidade de gênero e dos relacionamentos de socialização que há entre as travestis do Litoral Norte da Paraíba.  A todo o momento elas reconstroem e desfazem suas redes de relações e apresentam uma constante mobilidade por cidades, estados e residências na região. Esta fluidez se apresenta não somente pela ocupação que exercem como prostitutas, mas pelo modo como constrói sua identidade e tece sua sociabilidade.  Esta pesquisa está incluída em um projeto temático, “Entre campos, mares e trajetos: experimentos etnográficos no Litoral Norte da Paraíba”, coordenado pela Profª. Dra. Silvana de Souza Nascimento, da área de Antropologia do Campus IV da UFPB em Rio Tinto, que tem como propósito construir etnografias sobre a configuração de suas cidades, municípios e a multiplicidade de gênero, étnica e cultural de sua população.

Palavras chave: travestis, sociabilidade e mobilidade.


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