[PRACS] PRACS apresenta Política Editorial para o Uso de Inteligência Artificial Generativa

2026-10-26

Política Editorial para o Uso de Inteligência Artificial Generativa [PRACS]

O Comitê Editorial da PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, em consonância com a Política de Integridade na Atividade Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estabelece as seguintes diretrizes para o uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) e de conteúdos produzidos por essas tecnologias nas etapas de elaboração, avaliação e publicação de manuscritos.

A revista reconhece as possibilidades oferecidas pelas ferramentas de IAG, mas ressalta a necessidade de utilização criteriosa, transparente e responsável desses recursos. Autores(as), avaliadores(as) ad hoc e editores(as) devem considerar suas limitações e os riscos associados à proteção de dados pessoais, institucionais e de pesquisa, aos direitos autorais, à confiabilidade das informações e à circulação de conteúdos sem controle adequado.

 

  • Diretrizes para autores(as)
  • a) Os(as) autores(as) devem declarar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa em qualquer etapa da pesquisa e da elaboração do manuscrito, incluindo a definição do projeto, a produção textual, a análise de dados e a preparação da submissão. A declaração deverá ser apresentada por meio do formulário disponibilizado pela revista e informar a ferramenta utilizada, os comandos (prompts) empregados e as finalidades de seu uso.
  • b) Cabe aos(às) autores(as) verificar os termos de uso e as condições de licenciamento das ferramentas de IAG utilizadas na elaboração de seus trabalhos, assegurando que não existam restrições incompatíveis com a submissão, a publicação e a utilização posterior do manuscrito.
  • c) É permitido utilizar ferramentas de IAG para revisar e aprimorar textos originalmente produzidos por pessoas, especialmente no que se refere à clareza, à legibilidade, à correção ortográfica e gramatical e à adequação da formatação. O emprego dessas ferramentas para tais finalidades deverá ser informado ao Comitê Editorial.
  • d) A utilização de conteúdos gerados por IAG, como textos, imagens e vídeos, será admitida quando pertinente a trabalhos que investiguem a própria inteligência artificial, a computação, o aprendizado de máquina ou tecnologias correlatas. Nesses casos, os materiais produzidos artificialmente deverão ser identificados de maneira explícita, e sua utilização deverá ser devidamente declarada.
  • e) Não será permitido apresentar conteúdos integralmente produzidos por ferramentas de IAG como se fossem de autoria humana. Os(as) autores(as) permanecem responsáveis pela versão final do trabalho, incluindo a verificação da exatidão das informações, da consistência das referências, do respeito aos direitos autorais e da inexistência de plágio ou de outras inadequações decorrentes do uso dessas ferramentas.
  • f) O uso indevido de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG), bem como a omissão de sua utilização quando exigida por esta política, poderá resultar na rejeição da submissão, por incompatibilidade com os princípios da integridade acadêmica, da transparência e das boas práticas de pesquisa e publicação científica. A análise de cada ocorrência caberá ao Comitê Editorial, considerando a natureza da infração, suas implicações éticas e as diretrizes institucionais aplicáveis.
  • g) Os(as) autores(as) deverão observar as disposições da Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq, bem como as normas e os atos institucionais aplicáveis ao tema.
  • h) Em dossiês temáticos e demais números organizados por editores(as) convidados(as), caberá também a esses(as) profissionais assegurar a observância das disposições desta política no âmbito de suas atribuições editoriais.

O descumprimento destas diretrizes poderá resultar na adoção de medidas corretivas pelo Comitê Editorial, conforme a natureza da ocorrência e as normas editoriais aplicáveis.

 

  • Diretrizes para avaliadores(as) ad hoc
  • a) É proibido inserir manuscritos inéditos ou quaisquer materiais confidenciais recebidos para avaliação em ferramentas de IAG com a finalidade de elaborar pareceres científicos. Essa prática pode comprometer a confidencialidade da avaliação, a proteção dos direitos autorais e a imparcialidade do processo editorial.
  • b) Os(as) avaliadores(as) poderão recorrer a ferramentas de IAG para revisar a linguagem ou aprimorar a redação de comentários e pareceres previamente elaborados por eles(as), desde que preservem o anonimato, não compartilhem informações confidenciais e comuniquem ao Comitê Editorial a utilização desse recurso.
  • c) Durante a avaliação, os(as) pareceristas deverão comunicar ao Comitê Editorial eventuais indícios de uso inadequado de ferramentas de IAG na elaboração dos manuscritos, apresentando suas preocupações de maneira fundamentada e sem formular acusações desprovidas de evidências.

 

  • Diretrizes para o Comitê Editorial

O Comitê Editorial da PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP orienta suas práticas pelas recomendações de integridade científica do CNPq, incluindo aquelas relacionadas ao emprego de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa. Para informações adicionais, consulte a Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq.

A revista também considera as orientações e recomendações do Comitê de Ética em Publicações (COPE), especialmente no que diz respeito à autoria, à transparência e ao uso responsável de ferramentas de inteligência artificial no processo de publicação científica. As diretrizes podem ser consultadas na página do COPE sobre autoria e ferramentas de IA.

O Comitê Editorial compromete-se a conduzir a aplicação desta política com transparência, responsabilidade e respeito aos princípios da integridade científica. Sempre que necessário, buscará dialogar com autores(as) e avaliadores(as) ad hoc para esclarecer dúvidas, examinar situações específicas e orientar a adoção de práticas adequadas de utilização dessas tecnologias.

Os casos não contemplados explicitamente nesta política serão analisados pelo Comitê Editorial, considerando os princípios da integridade acadêmica, da responsabilidade autoral, da confidencialidade e da ética na comunicação científica.

A presente política tem como finalidade promover o uso consciente e transparente das ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, preservando a responsabilidade intelectual dos(as) envolvidos(as), a confiabilidade da produção científica e a integridade do processo editorial da revista.