(In)Justiça e violência na Amazônia: o massacre da fazenda Princesa

Ed Carlos Sousa Guimarães

Resumo


A partir da análise dos autos do processo criminal que apurou a responsabilidade dos envolvidos na chacina da fazenda Princesa, este trabalho discute a prática da pistolagem no Pará e suas interfaces com o sistema de justiça criminal (polícia civil, ministério público e judiciário). O massacre em questão ocorreu próximo à cidade de Marabá/PA, no ano de 1985, a mando e a soldo de Marlon Pidde, fazendeiro. Os trabalhadores foram amarrados, sofreram torturas, foram queimados e jogados no rio. O fazendeiro foi ao mesmo tempo mandante e executor do crime. Além de contratar pistoleiros para matar os trabalhadores rurais, também participou diretamente da carnificina, ateando fogo a uma das casas dos trabalhadores rurais. Tendo em vista o caso, pretende-se: 1) compreender a violência embutida nos crimes de pistolagem; 2) explicar a complexa construção da impunidade pelas agências penais envolvidas na apuração das mortes por encomenda de posseiros e trabalhadores rurais envolvidos em conflitos pela posse da terra.


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