O conceito “indivíduo” na acepção liberal: notas críticas a partir da abordagem marxista

Henrique Leão Coelho, Wesley Fernando Rodrigues de Sousa

Resumo


O breve artigo pretende uma abordagem crítica frente à acepção liberal de “indivíduo”, herança continuada pelo liberalismo econômico do séc. XVIII e XIX. Dessa feita, ainda que persevere de forma hegemônica a ideologia individualista, o sujeito não existe de per si no sentido estrito, mas engendrado em uma relação social que o forja enquanto membro de uma sociabilidade específica donde emergem seus reconhecimentos e respostas para a vida social. A vida individual só pode ser entendida a partir do modo de produção pelo qual ele está inserido, revelando a subjetividade como parte das entificações articuladas em nexos e relaçoes apreensíveis, isto é, indivíduo que não pode ser afirmando de modo autogenético. Para ratificar essa correção da apreensão da individualidade, procuraremos os termos marxianos e marxistas que demonstram, no escrutínio da objetividade, a forja da individuação pelo acento social, respaldado, portanto, sempre em formas específicas de organização social. Assim, remeteremos à categoria “indivíduo” como é tomada hegemonicamente - como ente autoposto - como uma abstração arbitrária ideologicamente direcionada. Portanto, partindo da categoria de historicidade, o escopo é, então, demonstrar como o sujeito se forma no interior da sociabilidade humana.


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