BURGUESIA, ESTADO E DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA NO BRASIL A PARTIR DE 1930: INTERPRETAÇÕES E DEBATES

Carlos Bernardo Vainer, Carla Hirt, Deborah Werner, Flávia Braga Vieira, Javier Walter Ghibaudi, Luis Fernando Novoa Garzon

Resumo


Procuramos neste artigo discutir a especificidade da burguesia brasileira  e respectivas  genealogias do que seriam processos de maturação ou de inconclusão do capitalismo no Brasil. Como tais processos não se apresentam de forma sincrônica, expusemos postulações de distintas vias de modernização ou de desenvolvimento capitalista, com destaque para um eventual papel substitutivo do Estado. Estado esse objetivamente demarcador da relação entre capitais nacionais e estrangeiros é interpretado ou como pré-requisito de unidade de classe ou como resultado de confluências estratégicas. A origem e a disposição final desse "tripé do desenvolvimento" (Estado- capital privado nacional  - capital privado estrangeiro) indicam significativas variações na vias feitas predominantes. A reestruturação neoliberal iniciada nos anos 90, propiciou o surgimento de novas dinâmicas de acumulação de capital e de novos arranjos empresariais em que o BNDES foi elemento definidor, tanto nas privatizações como nas conglomerações posteriores. É nesse cenário que situamos a conclusões e interrogações do trabalho, nos marcos de uma agenda coletiva de pesquisa, que procura avançar na visualização dos caminhos da conexão entre Estado e burguesia no Brasil.

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