Saúde pública e suicídio no Amapá: uma “surdez” compreensível.

Miguel Gil Pinheiro Borges

Resumo


O presente texto surge em resposta a um incômodo do autor em relação ao fenômeno do suicídio no Amapá, mais especificamente, em como osrepresentantes legais, deputados estaduais e vereadores, vêmlidando com a questão. Por meio de leituras bibliográficas e documentais, entrevistas com algumas lideranças públicase levantamento de projetos de lei que abordam o tema na Assembléia Legislativa do Amapá e na Câmara Municipal de Macapá, chegou-se, preliminarmente, a conclusão que o tema é pouco discutido, tanto técnica quanto cientificamente. Isto é significativo em dois aspectos principais. Primeiro, por uma preocupação com o que há de conhecimento local produzido sobre o fenômeno do suicídio e suas elevadas taxas na realidade amapaense que, até o presente, parece ser indiferente a comunidade cientifica - fato que se revela pela escassez, quantitativa e qualitativa, de acervo e deprodução científica local sobre o tema. E, uma segunda preocupação nos ocorre, pelo aspecto técnico, que é a conseqüência de tal escassez de informações inibir a intervenção de profissionais da área, da participação esclarecida da sociedade civil no tratamento da questão e, dos lideres públicos na tomada de decisão para a formulação de políticas de saúde pública que contemplem a problemática do suicídio. Ambos os aspectos nos fazem suporque o suicídio, para ser combatido, demanda uma abordagem interdisciplinar que tem se apresentado por duas grandes dificuldades: um linguajar fragmentador e uma “surdez” emocional entre as várias áreas do conhecimento que são necessárias à composição desta interdisciplinaridade – dificuldades estas de caráter, metodologimente, reversível.


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