História e Construção da Língua de Sinais Hãtxa Kuĩ Brasileira (LSHKB)

Elenira Oliveira Gomes Apurinã

Resumo


Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo propondo uma construção variante entre duas línguas de sinais que são: Línguas Brasileiras de Sinais (LIBRAS) e Língua de Sinais Hatxa Kuĩ Brasileira (LSHKB). Atrelados a esta temática, é sabido que pessoas surdas podem ser encontradas tanto nas comunidades originárias quanto na população brasileira. Para que haja comunicabilidade entre um grupo de falantes, é necessário se criar meios de comunicações que estabeleçam diálogos entre as pessoas. Por essa razão esse trabalho se debruça sobre um estudo relacionando os sinais que poderá fazer com que a mesma língua possa ser reconhecida tanto em sua língua materna (LSHKB) quanto em LIBRAS. Ambas as línguas de sinais surgiram da necessidade de promover a comunicação de pessoas que nasceram ou adquiriram restrições na audição. Esta pesquisa está norteada nos pressupostos teóricos organizados por Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá (2018 - 2019); Lei 9.394/1996, artigo 210, inciso segundo; Lei 10.436/24.04.2002. Também será utilizado o dicionário em confecção Hãtxa Kuĩ (Kena Xarabu, KAXINAWA, inédito) e autores que tratam sobre a fundamentação linguística da LIBRAS. Os resultados preliminares apresentam as primeiras pesquisas de um trabalho relativo entre as duas línguas, através de estudos sobre uma construção do alfabeto Hatxa Kuĩ (conhecidos na literatura como Kaxinawá, da família linguística Pano) e dos numerais cardinais e ordinais. Em seguida, a corelação e adaptação dos sinais para que correspondam aos significados do Hãtxa Kuĩ (como é conhecida a língua Huni Kuĩ). Esse processo é resultado de uma reflexão teórico-prática de construção relativa entre duas línguas para que possa ajudar no processo didático pedagógico, e auxiliar no ensino das duas línguas promovendo a inclusão das pessoas surdas no Sistema Educacional, a partir da relação e construção de dois sistemas linguísticos.


Palavras-chave


Língua de sinais Hatxa kui (LSHKB); Lingua de Sinais Brasileira(LIBRAS); Povos Originários; Interculturalidade; Multilinguismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/rbli.2020v3n2.p40-51

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