O bilinguismo em aldeias Galibi-Marworno e Karipuna

Amanda da Costa Carvalho

Resumo


Neste trabalho analiso a situação sociolinguística de aldeias indígenas Galibi-Marworno (Kumarumã e Tukay) e Karipuna (Manga e Santa Isabel) referente ao bilinguismo social dos falantes de Kheuól e Português Brasileiro Indígena. O objetivo geral desta pesquisa é descrever e analisar brevemente as respostas de duas perguntas do Questionário Sociolinguístico do projeto Atlas Sonoro das Línguas Indígenas Brasileiras (CABRAL et al., 2015), sendo elas: “Como aprendeu a falar Kheuól/Português?” e “Com quem você fala Kheuól/Português?”. Observou-se que línguas kheuól e português são presentes nas quatro aldeias pesquisadas. No cotidiano dos falantes Galibi-Marworno a língua mais “forte” é o kheuól, tendo em vista que as ações cotidianas são todas feitas na língua indígena, já o português é reservado apenas quando há contato com não indígenas. Para os Karipuna entrevistados, a língua mais utilizada no cotidiano é o português, sendo que o kheuól é mais falado na escola e em eventos religiosos, principalmente com as pessoas mais velhas da família.

Palavras-chave


Bilinguismo; Kheuól; Português; Galibi-Marworno; Karipuna

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/rbli.2018v1n2.p05-18

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