O campo semântico “jogos e diversões infantis” na região norte do Brasil: uma descrição geossociolinguística

Josevaldo Alves Ferreira

Resumo


Este trabalho pretende mapear a produção lexical do campo semântico “Jogos e Brincadeiras Infantis” em seis estados da região norte do Brasil – Pará, Amapá, Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins – os quais fazem parte da rede de pontos do projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) e, desse modo, fazer uma análise comparativa entre os dados urbanos (capitais) e rurais (interior), assim como observar subáreas geográficas onde ocorram itens lexicais comuns. A metodologia seguida observará os preceitos advindos da dialetologia pluridimensional utilizada por Thun (1998), assim como as contribuições feitas por pesquisadores da área como Cardoso (2010) e Razky (2013).  Os resultados serão apresentados por meio de cartas linguísticas, que demonstrem a variação lexical dos itens pesquisados do ponto de vista diatópico, e de gráficos que apresentem a variação diastrática (idade e sexo). Os dados analisados na pesquisa fazem parte do acervo do projeto ALiB e foram coletados em 23 localidades dos estados acima mencionados considerando falantes de ambos os sexos, de duas faixas etárias de idade (18 a 30 e 50 a 65 anos de idade), com nível fundamental incompleto de educação. Os resultados evidenciam que o campo semântico analisado não apresenta grandes diferenças lexicais entre as capitais e as cidades do interior mas apontam para a existência de duas subáreas que apresentam características lexicais comuns a essas subáreas. Outrossim, a variação diagenérica mostra pouca variação entre homens e mulheres no campo semântico observado. Quanto à idade, verifica-se certo conservadorismo nos falantes mais velhos, os quais preferem os usos lexicais mais peculiar na região norte.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/letras.2020v10n1.p77-91

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