Horácio, Ovídio e Petrônio: recepção da antiguidade greco-romana na obra de Paulo Leminski

Lívia Mendes Pereira

Resumo


O presente trabalho divulga a presença da recepção da antiguidade greco-romana na obra do poeta curitibano Paulo Leminski. Estudado inicialmente no mosteiro São Bento, na cidade de São Paulo, o latim constituiu uma importante fonte criativa revisitada durante toda sua carreira literária. Neste estudo, daremos atenção especial a três das principais obras representativas do autor referentes à literatura greco-romana: a tradução da Ode I, 11 de Horácio (1984), a prosa-poética Metaformose (1994) - recriação das Metamorfoses de Ovídio - e a tradução diretamente do latim do Satyricon de Petrônio (1985). Como pode ser constatado na leitura de sua biografia e como pode ser recorrentemente percebido nos temas que frequentam sua obra, o autor foi um conhecedor e divulgador da Língua e da Literatura Latina. Obedecendo ao cânone estabelecido por Ezra Pound e pelos poetas concretistas brasileiros, Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari, Leminski revisitou a antiguidade clássica e a reformulou, seguindo seus próprios pressupostos literários de dessacralização da antiguidade greco-romana a serviço da cultura popular brasileira.

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