O papel estético da escrita na escola

Daniela Bunn

Resumo


Com o objetivo de traçar um percurso metodológico entre produção textual e artes plásticas, este artigo atualiza outras potências do trabalho com a escrita em sala de aula na educação básica. No mero exercício da descrição de obras de arte de diferentes artistas, períodos e técnicas gera-se uma experienciação estética. Com base na pesquisa-filosofia explorada por Tadeu, Corazza e Zordan, em Linhas de Escrita (2004), discute-se a figura política do professor-pesquisador e as possíveis artistagens a partir da filosofia da diferença de Deleuze & Guattari. O trabalho documentado refere-se a etapas de sensibilização do olhar a partir de imagens surrealistas, da escolha de uma obra de arte, seguida por uma descrição detalhada. Esta descrição, por sua vez, foi dada ao colega que repôs imagem à obra descrita, sem conhecê-la. Os alunos apreenderam detalhes peculiares e surpreenderam com suas recriações, surgiu um devir-reflexão, um devir-artista em cada um dos alunos. A qualidade da escrita influenciou diretamente na fidelidade da imagem transposta. Texto e imagem uniram-se por intermédio de um olhar estético que é duplo: do professor e do aluno.


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