A modernidade da literatura-pintura de Émile Zola

Aline Magalhães dos Santos Silvério Ishii

Resumo


Émile Zola teve sua iniciação como escritor entre as décadas de 1860 a 1896  como crítico de arte, anos nos quais o escritor frequentou os cafés, os Salões de arte e os ateliês de seus célebres amigos pintores impressionistas. Zola publicava quase todos os anos julgamentos sobre as telas expostas nos Salões, julgamentos estes que ele próprio faz uma compilação, postumamente chamada "Escritos sobre a arte", em defesa de uma “nova arte”, uma arte moderna (impressionista) que se inicia com Édouard Manet. Em seus romances e seus textos jornalísticos, o autor utiliza dessas ideias modernas para fazer as análises dos quadros, não da mesma forma que seus contemporâneos, mas de certa forma a trabalhar a modernidade não só em seus julgamentos, mas também em suas obras, sendo uma espécie de vanguardista de crítico/escritor de arte moderno. O objetivo desse artigo é analisar alguns trechos da critica de Zola em Écrits sur l’art  e do romance A besta humana afim de evidenciar como o escritor já trazia índices de modernidade na sua literatura-pintura como:  a) a ideia de valor e interesse da obra no veículo da pintura e b) construção de sua crítica como autor/observador moderno traços de modernidade na sua literatura e crítica em meados do século XIX. 

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