O Hades de Gil Vicente e de Aristófanes, no Auto da Barca do Inferno e nas Rãs, comparado ao de Platão, na República

Ana Maria César Pompeu

Resumo


No Auto da Barca do Inferno, há duas barcas, a do Paraíso e a do Inferno, pilotadas, respectivamente, por um Anjo e por um Demônio, dividindo o destino de justos e injustos. Em As Rãs, há também a dicotomia de justos e injustos no Hades bem representada na divisão do coro em Iniciados e Rãs. Os primeiros colocados em um lugar de luz, junto ao deus Plutão, enquanto os outros estão atolados no pântano. Na República, há a mesma representação e há também a coincidência de termos que descrevem o Hades com os empregados por Aristófanes na mesma descrição. Há ainda em Aristófanes a dicotomia de justiça e injustiça representada pela disputa entre os poetas trágicos Ésquilo e Eurípides, respectivamente. Os dois poetas de gêneros cômicos e o filósofo coincidem na divisão de justos e injustos no mundo dos mortos.

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