O duplo na construção dos espaços insólitos em A mortalha de Alzira, de Aluísio Azevedo

Flamilla Pinheiro Costa, Naiara Sales Araujo

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo analisar o efeito do duplo em narrativa fantástica, evidenciando como sua configuração define os efeitos de sentido gerados por meio dessa narrativa e a partir daí cria os espaços insólitos. Em A Mortalha de Alzira (1894), os efeitos ocasionados pelo Duplo – que são vivenciados pelo personagem Ângelo – originam uma confrontação do real com o sobrenatural, construindo, então, os espaços extraordinários na ficção. Esses espaços são os responsáveis pela hesitação e ambiguidade existentes na trama, assim como também são essenciais para questionar as facetas ocultas do homem e sua relação com a sociedade. Para o alcance dos objetivos ora propostos, lançaremos mão dos estudos do escritor e crítico literário espanhol David Roas (2014), da análise crítica sobre as vertentes do Insólito, de Flávio Garcia (2012), e das análises dos espaços insólitos, de Filipe Furtado (1980) e Bachelard (2008).


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