Mestiçagem e sincretismo na obra Capitães da Areia, de Jorge Amado

Rossana Tavares Almeida, Íracles Andressa Pessoa de Andrade Sobreira

Resumo


O intuito deste trabalho é fazer a análise acerca da mestiçagem e sincretismo na obra Capitães da Areia, de Jorge Amado, publicado em 1937, através das personagens Don' Aninha e o Padre José Pedro. A escolha da temática se justifica em face da recorrência do tema na obra do autor, em especial no romance objeto de nossa pesquisa. Em relação à compreensão da temática, nos apoiamos principalmente nas obras de Darcy Ribeiro, O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil (1995), além das pesquisas Sincretismo religioso afro-brasileiro, de Valdemar Valente (1976) e Sincretismo afro-católico no Brasil: lições de um povo em exílio, de Afonso Soares (2002). No que diz respeito à compreensão desse tema no corpus, nos apoiamos no trabalho de Lilia Moritz Schwarcz “O artista da mestiçagem”, que integra a obra de Ilana Seltzer, O universo de Jorge Amado (2009), como  também no estudo sociológico de Reginaldo Prandi, Religião e sincretismo religioso em Jorge Amado, escrito em 2009. Assim, nossa análise se detém nos personagens que mais representam a mestiçagem e o sincretismo religioso brasileiro no corpus escolhido. Apesar de a obra amadiana, objeto deste estudo, ser conhecida pela crítica social ao abandono de crianças e adolescentes, instala-se nessa denúncia literária a temática de nossa mestiçagem espiritual advinda de nossa própria formação como povo. No que se refere à metodologia, nos utilizares dos pressupostos de Antonio Candido, elaborados em sua Literatura e sociedade (1965).

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/letras.2018v8n4.p81-95

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