Feitiço pega, uai? As práticas de magia no conto “São Marcos”, de Guimarães Rosa

Carina Monteiro Dias, João Cláudio Arendt

Resumo


Por meio da análise do conto “São Marcos”, da obra Sagarana, de Guimarães Rosa, objetiva-se refletir sobre o modo como a magia molda e constrói perspectivas de fé, crença e tabu na localidade de Calango-Frito, em cujo espaço social são compartilhadas diferentes percepções a respeito do crédito a simpatias e feitiçarias, consideradas aqui como ritos mágicos. Com o aporte teórico principal de Claude Lévi-Strauss (1970) e Marcel Mauss (2003), propõe-se que a magia está arraigada ao oculto e, por vezes, ao inexplicável, fazendo-se presente na cultura popular sertaneja como tradição repassada de gerações anteriores. De um modo geral, as práticas de magia inseridas em “São Marcos” têm papel significativamente social, servindo como recurso alternativo às necessidades mais diversas da comunidade representada por Guimarães Rosa.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/letras.2018v8n4.p61-68

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