FRAGMENTOS DE QUEM ESPERA, UMA LEITURA DE "A DOR", DE MARGUERITHE DURAS

Natasha Magno F. dos Santos

Resumo


Esta comunicação visa a análise da obra testemunhal A dor, de Marguerite Duras e pretende refletir sobre a questão da “mímesis”, a partir do tema paradigmático sobre a escrita de si, com base nas discussões que permeiam a crítica literária e nas relações íntimas entre a teoria da escrita autobiográfica, dentro do contexto da teoria que envolve o testemunho. Irá se tratar da obra propondo um confronto entre sua análise com o conceito atualmente predominante quanto ao teor testemunhal, as escritas de si os limites da representação, principalmente formulados por Adorno, Walter Benjamin e por outros teóricos que contemplam essa temática. Em A dor, Marguerite Duras mescla suas experiências pessoais e a ficção para mostrar como era o cotidiano de uma mulher antes, durante e depois da segunda guerra. O foco do livro acontece fora do campo de batalha, e revela um universo individual da autora e – de certa maneira representativo de outras mulheres, que esperaram informações dos milhares que foram deportados para os campos de concentração. A angústia da separação, a ausência de informações e a luta da resistência francesa contra a ocupação alemã, são temas importantes da sua obra e apontam como uma guerra modifica cruelmente uma mulher.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/letras.2018v8n1.p519-532

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