SOLIDÃO E EXÍLIO: UM OLHAR SOBRE AS PERSONAGENS FEMININAS EM UMA CERTA FELICIDADE, DE SONIA COUTINHO

Luciana Asadczuk

Resumo


Sonia Coutinho, uma das mais influentes escritoras da contemporaneidade, publicou diversas obras retratando mulheres que vivem os desafios da transição das normas tradicionais para a modernidade e se sentem exiladas de seu lugar de origem, bem como deslocadas em sua nova morada. A maioria de suas personagens tem origem em Salvador, na Bahia, e se deslocam até o Rio de Janeiro. Estas, na maioria das vezes, são divorciadas ou então simplesmente “fogem” das normas impostas pela família e pela sociedade para buscar seus sonhos longe da cidade provinciana e viverem livres. Na maioria das vezes, não conseguem mais ter contato com a família e vivem na solidão, exiladas, com saudade do passado, mas ao mesmo tempo, sem vontade e sem a possibilidade de voltar. Partindo desta problemática, este artigo tem como objetivo analisar as personagens que saíram de suas origens (família tradicional e cidade provinciana) para viver no Rio, mas enfrentam problemas de solidão e saudade. Serão analisadas as personagens femininas principais dos contos Uma certa felicidade, Amigas (I), ou a liberdade secreta e Amigas (II), ou aconteceu no Jardim Botânico?. Estes fazem parte da obra intitulada Uma certa felicidade, publicada em 1976 e reeditada em 1994, de Sonia Coutinho. 

Palavras-chave: Solidão; Exílio; Sonia Coutinho;


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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/letras.2016v6n1.p72-89

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