O TRÁGICO E A “MORAL DA ESTÓRIA”

Yuri de Andrade Magalhães

Resumo


O presente artigo discute sobre o efeito do elemento trágico em contos infantis no imaginário e na formação da criança enquanto sujeito. No decorrer de nossa infância somos acostumados a ouvir diversas estórias infantis conhecidos, muitos deles conhecidos como “contos de fadas”. Podemos perceber que a literatura direcionada ao público infantil possui, muitas vezes, um forte teor moralizante, ao final de cada estória infantil é possível extrair alguma lição através da famosa “moral da estória”. Neste sentido, o elemento trágico ou o infortúnio frequentemente surge como forma de suscitar a reflexão, impor limites ao comportamento instintivo da criança, bem como fazê-la rever e questionar suas atitudes e convicções. Ao nos referir sobre estórias infantis buscamos dialogar com as noções trazidas por Bruno Bettelheim, as noções de apolíneo e dionisíaco para Friedrich Nietzsche, algumas noções sociológicas acerca do mal para Paul Ricoeur e também Jean-Jacques Rousseau. Deste modo, buscamos compreender e problematizar a noção de que as estórias infantis, com teor relativamente trágico, são um forma inicial de inserir o homem no contexto social, que busca desde seus anos iniciais mostrar-lhes que suas boas atitudes serão recompensadas e as más serão devidamente punidas.

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