Uma aproximação temática entre as questões da mundidade do mundo e do sentido do ser em geral na obra de Ser e tempo

Rafael Ribeiro Almeida

Resumo


Pretende-se nesse artigo apresentar a descrição do fenômeno do Mundo tal como originariamente conquistado pelo método fenomenológico-hermenêutico de Martin Heidegger, em Ser e Tempo. Ademais, busca-se evidenciar o que Martin Heidegger entende por mundo e o seu caráter ontológico de mundidade em Ser e tempo, de maneira a articular este fenômeno com o projeto fundamental do autor: o sentido do Ser em geral. Propomos a possibilidade de Heidegger ter levado à cabo a questão ontológica da mundidade como um modo possível de desanuviar o horizonte para interpretar o sentido do Ser (meta manifesta de Ser e Tempo). Para tanto, investiga-se a obra-mestra de Heidegger: Ser e tempo publicado em 1927 (e de uma maneira auxiliar e secundária, a preleção de 29/30 denominada Conceitos Fundamentais da Metafísica). Analisaremos o fenômeno do mundo em sua estrutura ontológica de mundidade, a partir do tratado de Ser e Tempo, parte I, seção I, no qual o autor coloca a questão da Mundidade no terceiro capítulo, denominado “A Mundidade do Mundo”, cuja análise contempla os §14-24. Com isso, conclui-se que Heidegger estaria de alguma forma notabilizado na História da Filosofia por levar a cabo uma análise do mundo como o caráter existencial-ontológico do Dasein e que, com essa investida, acabou mesmo por renovar uma fundamental questão, qual seja: a questão pelo sentido do Ser.

Palavras-chave


Mundidade do mundo. Tradição metafísica. Sentido do ser.

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