O corpo doente: coronavírus e a crise do contrato social

Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

Resumo


Na introdução de seu livro Leviathan, Thomas Hobbes elabora uma precisa analogia entre corpos, sendo o Estado um corpo político semelhante ao corpo natural. Para isso, o Estado possuiria uma vida artificial análoga à vida natural que permitiria o seu próprio movimento artificial. Com o surgimento do neoliberalismo no século XX, temos uma intensificação das regras do mercado sobre o poder político, o que levou inevitavelmente a ruptura com o contrato social que garantia direitos para toda população. Aproveitando a pandemia de covid-19, vamos retomar a analogia hobbesiana entre o corpo natural doente e a doença que aflige o corpo político: a sedição. A partir desta analogia, o intuito deste trabalho é analisar a maneira como o vírus afetou não só os corpos físicos com a doença, mas, principalmente o corpo político.


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