Ética e moral epicurista em Così parlò Bellavista, de Luciano de Crescenzo

Matheus Santos Bueno

Resumo


Este artigo analisa, aproximando as áreas da Literatura e da Filosofia, a Moral e a Ética sob a perspectiva do filósofo grego Epicuro, na obra italiana Così parlò Bellavista: Napoli, amore e libertà (Assim falou Bellavista: Nápoles, amor e liberdade), de Luciano de Crescenzo, publicada em 1977. Apesar das ideias de Epicuro terem sido concebidas há séculos do personagem professor de filosofia Gennaro Bellavista, este acredita que os napolitanos se comportam conforme os ensinamentos do mestre grego: pela via do prazer e pela negação das dores físicas e das atribulações mentais. Ainda que a análise de Bellavista seja pautada em Epicuro, o professor acrescenta suas próprias reflexões sobre a vida em Nápoles, contextualizando a filosofia epicurista para esse povo. A partir deste contexto, busca-se analisar também, com base na antinomia utilizada no pensamento filosófico apolíneo-dionisíaco, por trechos do romance e pela análise de uma anedota, intitulada “Geraldinho, o kamikaze”, presente no livro estudado, como os napolitanos podem ser observados por esse viés. Observa-se que os napolitanos, pensados pelo professor Bellavista, seguem um comportamento epicurista-napolitano: ética e moral são pautadas nas características do dionisíaco, isto é, preferência pela desordem, desprezo pelas leis e desfrute dos prazeres primários, segundo a classificação dos prazeres de Epicuro.

Palavras-chave


Ética, Moral, Epicuro

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DOI: http://dx.doi.org/10.18468/if.2019v10n1.p31-46

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