Os saberes do campesinato sem-terra e a luta dos posseiros na Fazenda Primavera em Andradina-SP: contribuições do IAJES e da CPT

Andresa Fernanda da Silva, Maria Celma Borges

Resumo


Resumo: Este texto objetiva discutir os saberes do campesinato e a luta pela terra em Andradina-SP, com ênfase para as ações dos posseiros e as suas experiências na conquista do assentamento fazenda Primavera, desembocando em outros movimentos pela região. O foco se centra na reflexão da “terra de trabalho” e “morada da vida” e o seu significado para os camponeses. Pretende-se, em meio ao estudo da resistência camponesa dos sem-terra da Primavera, apreender o papel de agentes mediadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Instituto Administrativo Jesus Bom Pastor (IAJES) nessas lutas, entendidos aqui como fundamentais para o fortalecimento das práticas dos sujeitos envolvidos. Destaca-se, nesse debate, a Teologia da Libertação como alimento para as ações da CPT e do IAJES, sendo este Instituto uma entidade a contribuir, desde fins da década de 1960 até meados de 1990, como lugar de construção da história de lutas do campo e cidade, por fazer de seu espaço um ambiente de organização das práticas e de preservação da memória das lutas, ao ser uma entidade fomentadora e aglutinadora de atividades voltadas aos movimentos sociais. Para esta discussão, utilizamos referenciais teóricos, assim como alguns recortes de jornais que constam no acervo do IAJES. Também trabalhamos com fontes orais, coletadas pelas autoras, em diferentes temporalidades, mas ainda com relatos disponibilizados no texto de Maria Esther Fernandes (2010), ao rememorar, passadas mais de duas décadas, os passos e os agentes de sua pesquisa de Doutorado na fazenda Primavera, em 1985.

Palavras-chave: terra de trabalho, Andradina, IAJES, CPT.


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