Entre as relações de força e o consenso: as políticas anti-migratórias e os trabalhadores-cassacos no contexto das secas da década de 1950

Lara de Castro

Resumo


Durante as estiagens na década de 1950, diversas frentes de serviços foram organizadas no Nordeste pelo Poder Executivo, via Ministério da Viação e Obras Públicas, sob a justificativa de empregar os pobres das secas e controlar também as migrações para os estados de outras regiões. No Ceará, milhares de trabalhadores foram alistados em obras de açudagem, estradas de rodagem, redes de irrigação, eletricidade, prédios públicos, entre outras, protagonizando a edificação de uma volumosa estrutura em todo o estado. Um estudo das políticas antimigratórias, das quais faziam parte as frentes de trabalho que empregou os sujeitos desta pesquisa e as medidas de contenção de migrantes nas fronteiras e uma apreciação geral sobre o cenário em que se assentou o universo de trabalho das obras públicas durante as secas de 1950 são objeto desse artigo.

Texto completo:

PDF Português


Direitos autorais 2020 Fronteiras & Debates

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.