Apresentação: Os Estados Unidos na historiografia brasileira

Roberto Moll, Flávio Limoncic

Resumo


Durante o Império, mas sobretudo após a proclamação da República, diversos de nossos estadistas, homens de letras e acadêmicos atribuíram aos Estados Unidos lugar de referencial civilizatório a ser emulado ou rejeitado pelo Brasil. Basta pensarmos nas reflexões de Tavares Bastos sobre o federalismo, em Eduardo Prado, para quem a Constituição de 1891 seria planta exótica em nosso solo, e Rui Barbosa, cujo fascínio pelas instituições norte-americanas levou-o a inscrevê-las nesta mesma Constituição. Ao longo do século XX, o cenário não foi diferente. O entusiasmo de Monteiro Lobato por Henry Ford, o país legal e o país real de Oliveira Viana, o pensamento cepalino e as teorias da modernização e da dependência, por exemplo, continuaram a atribuir, para o bem ou para o mal, centralidade aos Estados Unidos no desenho dos destinos do Brasil, fato que acabaria por ganhar dimensões politicamente mais sensíveis durante a Guerra Fria. Para alguns, os Estados Unidos teriam assumido, então, o papel de defensores da democracia enquanto, para outros, tornaram-se  promotores do autoritarismo na América Latina.


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