“Piorou a diabetes pelo emocional”: Precarização do trabalho docente e o adoecimento dos professores paulistas

Mariana Esteves de Oliveira

Resumo


Neste artigo, apresentamos alguns dados sobre o adoecimento de professores paulistas vinculados à Secretaria Estadual de Educação, ativos e, em menor número, aposentados. À luz da História Social do Trabalho, a pesquisa perquiriu as trajetórias do processo de precarização do trabalho docente analisando categorias históricas e materiais, especialmente salários, jornadas e contratos. Como resultado, encontramos também um cenário recente marcado ainda pela pressão de avaliações, violência e adoecimento. As doenças aparecem, no entanto, não apenas como reflexos das condições de trabalho, mas elementos que se somam ao estado de sofrimento de professores e professoras, sobretudo pelo alto número de doenças de fundo emocional e pelas dificuldades burocráticas de afastamento do trabalho, aprofundando a precarização do trabalho docente e a atuação das escolas públicas estaduais. Consideramos, com isso, importante conhecermos os números e dados do adoecimento de docentes para compreendermos as faces do cenário da educação paulista, bem como as demandas e urgências relativas ao trabalho - e não apenas ao ensino, que apontem políticas públicas e caminhos possíveis.      


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