FORÓFITOS PREFERENCIAIS DE ORQUÍDEAS EPÍFITAS NA APA ILHA DO COMBU, BELÉM, PARÁ, BRASIL

Tonny David Santiago Medeiros, Mário Augusto Gonçalves Jardim, Adriano Costa Quaresma

Resumo


Foi avaliada a correlação da abundância de orquídeas epífitas com o tipo de casca dos forófitos e a influência do DAP sobre a abundância e a riqueza na Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Combu, Belém, Pará, Brasil. O estudo foi realizado em 2,85 ha, a partir da demarcação de 114 transectos de 5 m x 50 m, onde foram mensurados todos os forófitos com DAP ≥ 20 cm e anotadas as características da casca, e identificadas as orquídeas epífitas. A correlação entre o tipo de casca dos forófitos e a abundância de orquídeas foi verificada através do número de epífitas por forófitos na espécie arbórea x, e também da razão (n.° epífitas/n.° forófitos) para forófitos rugosos e não-rugosos. Os diâmetros foram categorizados em classes para verificar a influência do DAP sobre a abundância e a riqueza. Trinta e cinco espécies de forófitos (73%) apresentaram casca rugosa, com destaque para Hevea brasiliensis e Carapa guianensis que foram os mais amostrados (58 e 42) e mais expressivos em número de orquídeas epífitas; a razão de epífitas por forófitos foi maior em troncos com casca não-rugosa. As classes de diâmetro 2 (31,8┤ 63,7) e 3 (63,7┤ 95,5) registraram as maiores abundâncias de orquídeas epífitas. A abundância de orquídeas epífitas é influenciada pela rugosidade da casca e correlacionada aos maiores diâmetros dos forófitos.

Palavras-chave: interação, hospedeiro, orquidaceae, floresta de várzea, Amazônia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v4n3p1-4

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