SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: QUANTIFICAÇÃO DO NÚMERO DE CASOS, REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL E TRATAMENTO DO PARCEIRO

Andressa Pinto Marreiros, Manoel Victor Casé Coelho Andrade, Claudio Alberto Gellis de Mattos Dias, Maria Helena Mendonça de Araújo, Euzébio de Oliveira, Carla Viana Dendasck, Amanda Alves Fecury

Resumo


A sífilis congênita ainda é um importante problema de saúde pública no Brasil. A infecção pelo Treponema pallidum pode causar ulceração e possibilitar maior infecção pelo HIV e, em gestantes, está ligada a uma maior probabilidade de abortos, natimortos, baixo peso ao nascer e visceromegalias. O objetivo foi quantificar os casos de sífilis congênita por região do Brasil, a taxa de realização do pré-natal e tratamento dos parceiros. Utilizou-se dados coletados na plataforma do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS) (http://datasus.saude.gov.br/), de 2008 a 2018. Foram registrados o total de 164.330 casos de sífilis congênita no Brasil entre estes anos, com maior prevalência na região Sudeste. Os dados observados mostraram uma elevação no número de neonatos acometidos pela doença até o ano de 2017, seguido por uma queda no número de casos registrados no ano de 2018. O percentual de gestantes que realizaram ou não o pré-natal foi contabilizado e foi percebida uma elevação na participação das grávidas às consultas até o ano de 2017, seguido, também, por uma queda, tanto na aderência ao acompanhamento médico quanto a não cooperação no ano de 2018. O quantitativo de parceiros que realizaram o tratamento foi avaliado, observando-se uma crescente aderência do ano de 2014 a 2018. A pesquisa demonstra a importância do tratamento do parceiro para reduzir as chances de reinfecção da gestante, de um atendimento pré-natal com elevação quantitativa e qualitativa de sua abrangência, melhoria no sistema de notificação e diagnóstico da sífilis.

Palavras chave: Sífilis congênita, epidemiologia, tratamento do parceiro.


Palavras-chave


ífilis congênita, epidemiologia, tratamento do parceiro

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DOI: http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v10n3p22-24

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