CONSERVAÇÃO GENÉTICA DE POPULAÇÕES NATURAIS: UMA REVISÃO PARA ORCHIDACEAE

Cristiane Gouvêa Fajardo, Fábio de Almeida Vieira, Wagner Franco Molina

Resumo


Esta revisão apresenta a importância da conservação genética para a elaboração de estratégias conservacionistas adequadas à distribuição espacial da diversidade genética, sendo apresentados e contextualizados exemplos de estudos de genética de populações e filogeografia na família Orchidaceae. O principal foco da biologia da conservação é a compreensão e a manutenção da diversidade genética, já que ela fornece o potencial adaptativo e evolutivo de uma espécie. Deste modo, o conhecimento da diversidade genética de uma espécie é primordial para as ações de conservação e manejo. Os níveis de variabilidade genética podem ser determinados pela estrutura populacional de uma espécie, sendo o resultado de características reprodutivas e demográficas, ocasionadas pela interação e ação uma série de mecanismos evolutivos e ecológicos. A avaliação da estrutura populacional das espécies permite descobrir as Unidades Evolutivas Significativas (UES), que devem ser explicitamente definidas em características que realcem o potencial para a sobrevivência da espécie. Por conseguinte, é necessário que haja um foco na preservação da diversidade funcional. Técnicas genéticas são essenciais, pois fornecem estimativas de fluxo gênico entre as populações e, assim, norteiam os esforços para sustentar os níveis genéticos e intercâmbio entre as populações. Os métodos filogenéticos e filogeográficos contribuem para responder diversas questões em biologia da conservação, como quais são os locais prioritários para a conservação, quais espécies conservar e quais são os esforços conservacionistas necessários. E, finalmente, delineiam as estratégias que devem ser tomadas para conservar a maior quantidade de diversidade genética, visando manter o potencial evolutivo de uma espécie ou população.

Palavras-chave: ecologia molecular, espécie ameaçada, estratégias de conservação, diversidade genética, unidades evolutivas significativas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v6n3p108-118

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