A DANÇA É UMA VOZ PRETA
o marabaixo como epistemologia e poética de resistência
Palavras-chave:
Dança, Resistência, Marabaixo, Vozes Pretas.Resumo
Este artigo analisa o marabaixo como poética de resistência a partir da dança. A proposta central é refletir sobre o elemento da dança no âmbito do marabaixo como elemento relevante para pensar uma epistemologia que se configure como resistência ante os discursos hegemônicos que reforçam a marginalização deste movimento tão onipresente na cultura do estado do Amapá. Ao refletir sobre a dança, a proposta presente configura uma forma de revelar a dança como uma espécie de narrativa na qual se “narra” o marabaixo desde suas possibilidades estéticas potencializando na forma da manifestação a dança como uma voz preta que redefine o marabaixo em sua potência epistêmica. Para analisar as implicações do tema usamos autores como Adichie (2019), Canclini (1983), Canto (1998), Costa (2018), Quijano (2005) Pedro, Costa e Caleiro (2020) Spivak (2010) entre outros.